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Gigante de mídia processa YouTube em US$ 1 bilhão


Por: Fonte: G1 Em 14 de março, 2007 - 08h08 - Tecnologia

O conglomerado de mídia Viacom divulgou na última terça-feira (13) ter aberto um processo contra o Google, pela divulgação de conteúdo protegido no site de vídeos YouTube. A Viacom quer US$ 1 bilhão da gigante que comprou o YouTube, em outubro do ano passado, por US$ 1,65 bilhão.

Segundo o processo aberto em um tribunal de Nova York, há atualmente cerca de 160 mil arquivos de vídeos da Viacom na página de vídeos. Esse material, protegido pela lei dos direitos autorais, teria sido visto mais de 1,5 bilhão de vezes. Entre as companhias da Viacom estão Dreamworks, MTV, Nickelodeon e Paramount Pictures.

“A estratégia do YouTube é evitar medidas pró-ativas para impedir esse tipo de crime no site. O modelo de negócios deles, baseado na construção de tráfego para a venda de anúncios relacionados com conteúdo protegido, é ilegal e cria conflitos”, afirmou um comunicado da Viacom. Segundo a companhia, a decisão de processar o YouTube foi tomada depois de “muita negociação improdutiva”.

Ricardo Reyes, porta-voz do Google, afirmou em comunicado que a companhia não recebeu o processo, “mas está confiante de que o YouTube respeita os detentores de direitos autorais e acredita que os tribunais vão concordar com isso. Certamente, não vamos deixar que esse processo se torne um problema para o crescimento contínuo do site', disse.

No início de fevereiro, a Viacom divulgou ter solicitado a remoção de mais de 100 mil arquivos, após não ter alcançado um acordo de distribuição com a companhia responsável pela página de vídeos. O YouTube representa uma ameaça aos lucros do conglomerado porque suas emissoras fornecem conteúdo via iTunes -- a loja virtual da Apple, que tem arquivos compatíveis com o popular iPod.

Bruce Sunstein, sócio do escritório de advocacia Bromberg & Sunstein afirma que o site do Google ainda está em seus estágios iniciais de “uma série de longas discussões” com os donos dos direitos autorais. “Encontrar uma maneira para essas alternativas coexistirem de maneira pacífica representa um desafio”, disse o especialista, segundo a agência de notícias Associated Press.