Mais Acessadas

Na 'canarinho' de futsal, Diego Belém chegou a ser dispensado por 'noitadas'

Ala paraense voltou para o futsal belenense e conseguiu retomar a carreira e chegar à seleção


Em 23 de dezembro, 2013 - 07h00 - Futsal

Destaque pela potência do chute, o paraense Diego Belém estreou na seleção brasileira de futsal durante a vitória de virada dos 'brasucas' sobre a Venezuela, no desafio internacional, na quarta-feira (20), no Rio de Janeiro. Porém, se hoje o ala paraense é companheiro de equipe de craques como Falcão e Valdin, há alguns anos ele chegou a ser desacreditado por se envolver demais em 'noitadas'.

Aos 25 anos, Diego Belém chegou à seleção brasileira de futsal após se destacar no Minas Tênis, time onde, aliás, foi 'rebatizado', já que o time já possui um jogador chamado Dieguinho, nome pelo qual o paraense é conhecido no futsal local.

Para chegar à seleção, porém, Diego Belém teve de mudar não só de nome. Quando ainda tinha 17 anos, o ala chamou a atenção dos grandes clubes de futsal do Brasil após chegar a dar uma 'lambreta' no ícone do futsal brasileiro, Falcão, mas quase teve a carreira interrompida por conta de 'noitadas'.

O então diretor de futsal do Remo, onde o atleta foi criado, Max Fernandes, contou um pouco da história do ala paraense. Veja abaixo!

O início - 'O Dieguinho chegou no Remo bem criança e já chamava atenção pela habilidade e pela qualidade no chute'.

A oportunidade - 'Na primeira edição da Copa Norte de futsal, o Remo, como vice-campeão, e o Paysandu, como campeão, foram para a Taça Brasil daquele ano de 2005. Nós, do Remo, íamos de ônibus para Minas Gerais e a equipe adulta não quis ir. Então, tive de chamar os garotos do sub-20 e o Dieguinho foi para o jogo'.

O destaque - 'Em quadra, Dieguinho chamava atenção pela habilidade, mas foi em uma partida contra o time da Malwee, que tnha Falcão, Valdin e Shumacher, entre outros, que o ala ganhou projeção. Ele deu uma lambreta no Falcão!'

O assédio - 'Quando o time voltou da Taça Brasil, um monte de time grande queria o Dieguinho e ele nem jogou mais pelo Remo naquele ano. Então, no ano seguinte, em 2006, ele foi para o time da Malwee como reforço'.

A decepção - 'Um diretor da Malwee me ligou de lá, depois de um tempo, e disse que o Dieguinho tinha talento, mas não seria mais aproveitado no clube porque tinha um sério problema de noitadas. Ele gostava muito de ir para pagodes e isso fez com que ele fosse dispensado e voltasse a Belém'.

O ressurgimento - 'Com a lição aprendida, Dieguinho seguiu no futsal com o apoio dos amigos e foi se reerguendo na modalidade, até que, em 2012, foi chamado para integrar o elenco do Minas Tênis pelo mesmo diretor que tinha me falado sobre a dispensa dele no time da Malwee. Aliás, antes disso, a Malwee foi jogar em Castanhal e o Dieguinho estava lá pelo time de Castanhal. O Falcão conversou conosco e chegou a perguntar pelo Dieguinho. Hoje estão juntos na seleção'.

O apogeu - Em entrevista ao site oficial do Minas Tênis, momentos depois da convocação, o ala paraense disse: 'A convocação é muito importante, trabalhamos muito para conquistar nossos objetivos e o maior deles, sem dúvida alguma, é chegar à Seleção Brasileira'.

Assim, Carlos Diego da Silva Goes, Dieguinho ou Diego Belém segue com a camisa 7 da seleção brasileira de futsal e como exemplo para os demais jogadores do futsal paraense, como apontou Max: 'Hoje, o Dieguinho é o cara a ser seguido pela garotada do Pará'.

Formam o grupo da seleção os seguintes jogadores:

Goleiros
Tiago - Joinville
Bianchini - Minas

Fixos
Neto - Gazprom UGRA-RUS
Rodrigo - Carlos Barbosa
Ciço - Orlândia

Alas
Falcã