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Atual campeão, Medina deseja igualar onze taças de Slater

Brasileiro defende título da temporada 2014 e da etapa de Gold Coast, mas sabe que repetir façanha é difícil


Por: Globoesporte.com Em 10 de março, 2015 - 08h45 - Esportes Aquáticos

Primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, Gabriel Medina já tem seu nome marcado na história do esporte no país. E até mesmo na modalidade, já que, ao faturar o título com 20 anos, igualou o recorde de precocidade obtido por Kelly Slater em 1992. Mas engana-se quem acha que o paulista, hoje com 21 anos, pode se acomodar com seu feito. Sua meta é ganhar mais títulos, claro. E é a marca quase inatingível do americano, dono de 11 taças, que ele vislumbra alcançar um dia. Gabriel sabe, no entanto, que para chegar ao maior de todos os tempos é preciso muito esforço:   

- Ano passado alcancei meu primeiro objetivo, ser campeão. Ganhei muita experiência. Minhas vitórias e minhas derrotas me ajudaram muito a crescer como pessoa e como atleta. Minha meta é ganhar mais mundiais, com certeza. E sonhando muito alto, muito mesmo, eu quero chegar na marca do Kelly. Mas tem muita coisa para acontecer ainda. O Mick (Fanning), por exemplo, foi três vezes campeão mundial, o que já é uma coisa muito difícil. É um processo até lá. Tem várias metas para serem atingidas e ganhar o segundo título mundial é a primeira delas – reconheceu. 

Mas para começar a trilhar o caminho dos multicampeões, Medina tem como primeiro desafio defender seu título de 2014, começando pela etapa de abertura da temporada, em Gold Coast, onde defenderá também sua vitória no ano passado. Ele sabe, porém, que repetir o triunfo do ano passado – quando derrotou gigantes como Fanning, Taj Burrow e Joel Parkinson para levar a etapa - é uma missão e tanto. Por ser “goofy” (pé direito na frente da prancha), Gabriel surfa de backside (de costas para a onda) nas caídas para a direita de Snappers, o que é uma desvantagem pelas características das ondas do local, enquanto seus maiores rivais surfam de frente para a onda.   

- É um campeonato difícil porque surfo de backside (de costas para a onda). É uma onda que favorece muito os caras que surfam de frente. Eles levam vantagem. E estou competindo com os melhores do mundo. O Mick Fanning, o Kelly Slater, o Joel Parkinson, surfam de frente para a onda. É uma das etapas mais difíceis do ano. Mas eu sei o que preciso fazer para ganhar. Então toda experiência que tive ano passado vou usar nessa etapa. Mas não é porque fui campeão no ano passado, que ganhei a etapa do ano passado que vai ser fácil. Tenho que entrar concentrado. É uma etapa muito difícil, mas não é impossível - concluiu.   

Depois de dez dias sem competições no masculino, a etapa de Gold Coast voltará na noite desta terça-feira no Brasil, manhã de quarta no horário local. Medina, porém, ainda não sabe se cairá na água. Por ter vencido a bateria da primeira fase contra o compatriota Wiggolly Dantas e o californiano Dane Reynolds, Gabriel garantiu a vaga na terceira fase. Com isso, ele precisará esperar as disputas da repescagem, onde seis brasileiros entram em ação: Adriano de Souza, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Jadson André, Wiggolly e Ítalo Ferreira. No feminino, Sivlana Lima e a havaiana-gaúcha Tatiana Weston-Webb estão nas quartas de final.

Confira as etapas da repescagem do masculino:

 1: Mick Fanning (AUS) x Dane Reynolds (EUA)

  2: Kelly Slater (EUA) x Jack Freestone (AUS)

  3: Michel Bourez (PYF) x Glenn Hall (IRL)

  4: Adriano de Souza (BRA) x C.J. Hobgood (EUA)

  5: Taj Burrow (AUS) x Ricardo Christie (NZL)

  6: Josh Kerr (AUS) x Brett Simpson (EUA)

  7: Kolohe Andino (EUA) x Jeremy Flores (FRA)

  8: Owen Wright (AUS) x Keanu Asing (HAV)

  9: Adrian Buchan (AUS) x Italo Ferreira (BRA)

  10: Filipe Toledo (BRA) x Adam Melling (AUS)

  11: Kai Otton (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

  12: Miguel Pupo (BRA) x Jadson Andre (BRA)