Bernardinho deixa a Seleção brasileira de vôlei após 16 anos

Bicampeão olímpico confirma fim de ciclo após ouro no Rio. Renan Dal Zotto assume


Por: Lance!Net Em 11 de janeiro, 2017 - 16h16 - Vôlei

Foto: Divulgação/FIBV

O fim do ciclo de Bernardinho à frente da Seleção Brasileira masculina foi sacramentado nesta quarta-feira, após uma novela de quase cinco meses. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) oficializou a saída do técnico e apresentou o novo nome para a função: o ex-jogador Renan Dal Zotto, de 56 anos, que trabalhou nos últimos anos como diretor de Seleções da entidade.

'Estou muito orgulhoso por continuar fazendo parte da família do voleibol. Estava como diretor de Seleções, até os Jogos Olímpicos. E tive a oportunidade de vivenciar algo único, que é o dia a dia com José Roberto Guimarães e Bernardo Rezende. Viajamos para Grand Prix, Liga Mundial. Então, hoje me sinto à vontade. Na hora do convite, veio o frio na barriga. Minha esposa perguntou se eu me sentia em condições. E eu disse que sim, porque nunca estive fora do processo. Mesmo que como palpiteiro. Encontrei nas Seleções um ambiente prazeroso para trabalhar', declarou Renan, em coletiva.

O diretor de quadra da CBV, Radamés Lattari, confirmou que Bernardinho seguirá próximo da Seleção Brasileira, como uma espécie de coordenador.

O fim do vínculo foi decisão do carioca, que acumulava o cargo com o comando do Rexona-Sesc, atual tricampeão da Superliga feminina. O desgaste pelo excesso de trabalho vinha pesando, conforme seu filho, o levantador Bruninho, já havia afirmado após o ouro na Rio-2016. 

O técnico tinha planos de se manter próximo do time nacional. No caso, seu assistente Rubinho seria o treinador principal. Mas a entidade não aceitou a proposta em um primeiro momento. Desde então, aguardou a palavra final de Bernardinho, que veio nas últimas semanas.

A passagem de Bernardinho no cargo resultou no período mais glorioso da equipe verde e amarela na história. A Seleção faturou dois ouros olímpicos (Atenas-2004 e Rio-2016), duas pratas (Pequim-2008 e Londres-2012), três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), oito taças da Liga Mundial, entre outros.

Antes, com a Seleção feminina, ele já havia conquistado dois bronzes olímpicos, nos Jogos de Atlanta-1996 e Sydney-2000.