Brasil derrota a Argentina e é ouro no handebol masculino

Seleção superou o arquirrival por 29 a 27 em Toronto


Por: Lance!Net Em 26 de julho, 2015 - 08h48 - Pan-Americano

Assim como na noite de sexta-feira, quando a seleção brasileira feminina de handebol, campeã mundial, se sagrou pentacampeã nos Jogos Pan-Americanos, diante da Argentina, na noite deste sábado, o duelo masculino pelo ouro do handebol do Pan também transbordou em grandes jogadas e sobrou em emoção. Em mais um capítulo da rivalidade poliesportiva com a Argentina, o Brasil conquistou a medalha de ouro, ao superar a arquirrival por 29 a 27, na prorrogação, após 24 a 24 no tempo normal.

Com o resultado, a equipe verde-amarela, do técnico espanhol Jordi Ribera, recuperou a hegemonia pan-americana, que fora perdida em Guadalajara-2011, onde o triunfo foi azul e branco. Uma curiosidade é que o Brasil fez, pela terceira vez, a dobradinha masculina e feminina no handebol. Considerando que as meninas foram campeãs em Winnipeg-1999, Santo Domingo-2003, Rio-2007, Guadalajara-2011 e agora em Toronto, isso já havia ocorrido antes em 2003 e 2007, quando a seleção masculina também foi medalhista de ouro. O masculino ficou com a prata em Havana-1991, Mar del Plata-1995 e Winnipeg-1999. Além disso, levou o bronze em Indianápolis-1987, na primeira vez que este esporte integrou o programa pan-americano.

Nos primeiros 30 minutos de partida, embora o Brasil tenha em alguns momentos conseguido abrir dois gols de vantagem, em 5 a 3 e em 6 a 4, a seleção argentina não se entregava. Campeões de handebol no Pan-2011, em Guadalajara, eles marcavam bem e conseguiam neutralizar alguns lances de ataque do Brasil. Assim, os times foram praticamente trocando pontos - um marcava e o outro respondia da mesma forma - até que depois da igualdade em 9 a 9, o técnico da Argentina, Eduardo Gallardo, pediu tempo. As instruções deram certo, e na volta dessa interrupção, Pizarro e Vieyra abriram 11 a 9 para a Argentina, no fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa, a seleção argentina apresentava um jogo baseado nas triangulações de Sebastian Simonet, Diego Simonet e Migueles, enquanto o Brasil dependia de jogadas individuais de Petrus e de contra-ataques que nem sempre funcionavam. Mantendo seu jogo mais cadenciado, a Argentina encontrava espaços na defesa brasileira, para chegar a 17 a 14. Em desvantagem no marcador, a equipe verde-amarela fechou melhor a entrada de sua área e levou os rivais a cometerem alguns erros no ataque. Pouco a pouco, o Brasil, liderado por Petrus, foi diminuindo a diferença até passar em 18 a 17, com gol de Teixeira, aos 14.

A sequência foi de tirar o fôlego, com grandes lances de ambas as partes, tanto no ataque como na defesa. O goleiro Maik Santos, do Brasil, fez duas defesas incríveis, diante de atacantes que entraram cara a cara. A cinco minutos do fim, o Brasil estava à frente em 24 a 22, mas o desfecho do duelo era absolutamente imprevisível, até porque a tensão do momento decisivo e os gritos das torcidas levavam os atletas de ambos os times a errar lances que normalmente não errariam. A pouco mais de um minuto do término das ações, a Argentina empatou em 24 a 24. O técnico Ribera pediu tempo para o Brasil. Com a posse de bola, a equipe brasileira teve um tiro de sete metros (pênalti) a seu favor, a apenas seis segundos do fim. Diogo Hubner bateu, mas o goleiro García defendeu.

Com a igualdade, a partida decisiva foi para a prorrogação em dois tempos de cinco minutos. No primeiro deles, duas defesas incríveis de Maik Santos e os gols de Borges e Teixeira deram à equipe braisleira a pequena vantagem de 27 a 26, antes do intervalo. Na segunda etapa do tempo extra, a partida cotinuava equilibrada e tensa. A três minutos do fim, o Brasil liderava por 28 a 27, quando Petrus, que vinha fazendo ótima partida, foi expulso por falta violenta em Diego Simonet. Aos três minutos desse segundo tempo da prorrogação, Borges recebeu livre, mas o goleiro García defendeu com o pé. Faltando 1m10s para o término da decisão, o canhoto Zeba fez o gol de pênalti, aumentando a vantagem para 29 a 27. No fim, mais duas grandes defesas de Maik Santos asseguraram o título para o Brasil.