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Brasil sofre com duas prorrogações, mas bate Uruguai

Depois de vitória por 83 a 81 sobre os uruguaios, no Ginásio Nilson Nelson, seleção brasileira encara Argentina na decisão do Desafio neste domingo


Por: Globoesporte.com Em 09 de abril, 2015 - 16h48 - Basquete

Ainda há muito a ser percorrido até o objetivo final da seleção brasileira de basquete, que é a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Antes, o trabalho segue com torneios de preparação para a Copa América, que começa no dia 31, no México. Neste sábado, em sua estreia no Desafio de Basquete, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, o time passou por cima de seus erros e do sofrimento de duas prorrogações para vencer o Uruguai por 83 a 81. Com o resultado, o Brasil vai disputar o título da competição neste domingo, contra a Argentina, às 10h (de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo. 

As três equipes ainda têm chances de conquistar o título. O Brasil precisa vencer para ser campeão. Para a Argentina, não basta a vitória. Precisa colocar uma diferença de 11 pontos. Os uruguaios levam a taça caso os argentinos vençam por menos de 10.

Se os argentinos vencerem o Brasil por exatos 10 pontos, empatarão em saldo com o Uruguai. Com isso, a decisão será na divisão entre pontos marcados e sofridos. No primeiro jogo do Desafio, os uruguaios conquistaram a vitória por 84 a 78 sobre a Argentina.

ALTOS E BAIXOS

O cestinha da partida foi o uruguaio Bruno Fitipaldo, com 21 pontos. Pelo Brasil, Vitor Benite, que recentemente anunciou sua saída do Flamengo, marcou 15 e contou com a colaboração do pivô Augusto Lima, único a conseguir um duplo-duplo no confronto, com 12 pontos e 14 rebotes, além de cinco tocos.

- A verdade é que o Brasil deu de presente 20 minutos de jogo que o Uruguai, inteligentemente, soube aproveitar. A figura que fica do Brasil é aquela dos 30 minutos finais, contando as prorrogações. Agora vamos jogar contra a Argentina e, como sempre, vai ser um jogo duro, pegado, pelos nomes que eles têm- explicou o técnico Rubén Magnano, da seleção brasileira.

Benite prepara o arremesso cercado por marcadores uruguaios (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

No primeiro quarto, os brasileiros tinham muita dificuldade de se impor em quadra. Os uruguaios, rodaram a bola e não tiveram trabalho para pontuar, aproveitando os erros do adversário. O reflexo foi visto ao final dos primeiros 10 minutos de jogo, quando o Uruguai abriu oito pontos de vantagem (19 a 11).

Com algumas mudanças no quinteto, o Brasil melhorou e chegou a empatar o placar em 25 pontos, depois de uma cesta de três do jovem armador Deryk. Nada que incomodasse os uruguaios. Eles novamente usaram bem o relógio dos 24 segundos, encontraram brechas na defesa brasileira e voltaram a comandar o marcador.

Na volta do intervalo, Marquinhos chamou a responsabilidade. Com arremessos precisos, o ala do Flamengo foi um dos destaques da reação no momento em que o jogo chegou a ficar empatado por 40 a 40. As duas equipes cometeram diversos erros e o marcador ficou parado por quase três minutos. Com os jogadores mais tranquilos, aumentou o equilíbrio, e o Brasil consolidou a virada nos segundos finais do terceiro quarto, por apenas um ponto: 44 a 43.

A seleção brasileira começou bem o último quarto, com uma bola chorada de três pontos de Danilo Fuzaro, mas o time não conseguiu manter o ritmo ofensivo e, mais uma vez, deu chance para os contra-ataques uruguaios. Uma bola de três pontos de Rafael Luz a 24 segundos do fim empatou o jogo em 63 a 63 e levou a decisão para a prorrogação.

No tempo extra, as duas equipes, nervosas, voltaram a abusar dos err