Grupo JBS foi doador nº 1 da campanha de Helder Barbalho

Grupo foi principal alvo da operação Carne Franca, da Polícia Federal


Por: O Liberal Em 20 de março, 2017 - 07h08 - Pará

Foto: Valter Campanato/ABR

O atual ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), teve no grupo JBS, principal alvo na semana passada da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o principal financiador de sua derrotada campanha ao governo do Pará, em 2014. Helder recebeu inacreditáveis R$ 2 milhões, 175 mil do grupo JBS, que controla entre outras empresas, a Friboi, que mantém frigoríficos e matadouros no Estado do Pará.

Na milionária campanha de 2014, Helder Barbalho também recebeu milionárias doações de empreiteiras denunciadas na Operação Lava Jato, como Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez – que participaram da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, sudoeste do Pará e reconheceram ter pago milhões em propinas a políticos do PMDB, inclusive ao senador paraense Jader Fontenelle Barbalho, 72 anos, pai de Helder.

O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que recebeu quase R$ 6 milhões de doações de empreiteiras denunciadas na Operação Lava Jato, no maior escândalo de corrupção da história do Brasil. A maior doação para o filho de Jader Barbalho (PMDB) veio justamente do Grupo JBS, com mais de R$ 2 milhões em doações legais.

A maior empreiteira do Brasil, Norberto Odebrecht - o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, continua preso em penitenciária do Paraná - doou R$ 1,2 milhão para a milionária e derrotada campanha de Helder.

Para se ter uma ideia do volume de recursos repassado para Helder, a Odebrecht colaborou com a campanha de Simão Jatene com pífios R$ 1.075,00 (um mil e setenta e cinco reais). Outra empreiteira coligada da Odebrecht, a Brasken, doou para Helder Barbalho R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comprova também que Helder Barbalho recebeu R$ 900 mil da construtora Andrade Gutierrez e R$ 530 mil da empreiteira Queiroz Galvão.

Apesar das doações milionárias que recebeu do grupo JBS e das empreiteiras denunciadas na Lava Jato para sua campanha eleitoral ao governo do Estado, em 2014 - disparada, a mais cara de todos os tempos no Pará - Helder Barbalho perdeu no segundo turno para Simão Jatene por uma diferença superior a 120 mil votos.

Isso, quando o diário de campanha do filho de Jader divulgava, na véspera da eleição, pesquisa encomendada mostrando que Helder mantinha uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre Jatene. Resultado: na mansão de R$ 6 milhões de Helder num luxuoso condomínio em Ananindeua, um jantar regado a bacalhau, caviar e champanhe - preparado para festejar a vitória - acabou na cesta de lixo.