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Chamusca insinua que protesto da torcida foi 'orquestrado'

Paysandu venceu o Galvez e se classificou à 2ª fase da Copa Verde, mas foi fortemente vaiado pelos bicolores das arquibancadas, na Curuzu


Por: Redação ORM News Em 18 de março, 2017 - 00h05 - Copa Verde

Foto: Akira Onuma / O Liberal

Mais do que a vitória sobre o modesto Galvez (AC) e a classificação do Paysandu à segunda fase, o destaque da noite desta sexta-feira (17), na Curuzu, foi o protesto da torcida do Bicola por conta da atuação contra o time acreano. Em entrevista coletiva, o técnico Marcelo Chamusca demonstrou grande irritação, falou rispidamente com um dos repórteres e adjetivou a manifestação da torcida como 'surreal'.

O clima pesou entrevista coletiva antes mesmo da primeira pergunta. Chamusca fez questão de frisar: 'Quero dizer que eu estava conversando com o presidente (Sérgio Serra) e, se eu estiver demitido, ele não me informou. Estávamos conversando sobre planejamento para o futuro'.

Ao abrir a coletiva, o treinador do Papão foi indagado acerca da reação dos torcedores e avisou: 'Só vou responder uma vez sobre torcida. Não vou ficar respondendo 20 perguntas sobre este assunto, até para não ficar repetitivo. Se não for assim, não vale a pena vir aqui pra responder. Isto está com cara de apologia do caos e não gosto disso. Me causou muita estranheza todo esse protesto exagerado. Para mim, tem algo orquestrado nisso tudo.'

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Visivelmente exaltado, Marcelo Chamusca perdeu a postura, inclusive, com um dos repórteres da coletiva, que perguntou se o técnico havia 'deixado o cargo à disposição'. o comandante bicolor disparou: 'Esse tipo de pergunta não tem cabimento. Você trabalhou tranquilo hoje? Aconteceu alguma coisa enquanto você estava trabalhando hoje? Você está me fazendo uma pergunta dessa depois de eu ficar mais de trinta minutos falando sobre isso. Prepare-se melhor para perguntar algo para mim numa próxima vez!'

Foto: Reprodução / Esporte Interativo

Diante das especulações acerca de seu futuro no clube, Marcelo exaltou números do jogo e da temporada. 'Estão esquecendo que somos líder do nosso grupo no Paraense e estamos a mais de um mês sem sofrer gols, sendo a segunda melhor defesa do Brasil atualmente? Nós estamos com um aproveitamento de mais de 70% dos pontos disputados. Só nesse jogo, tivemos 24 bolas roubadas, sendo a maioria no campo adversário. Isso mostra a vontade dos atletas. Temos que melhorar, sim, nas finalizações, porque estamos criando, mas errando muito na frente. O que aconteceu contra o Galvez e contra outros adversários foi isso: perdemos chance de matar o jogo e deixamos o outro time crescer e nos dar perigo'.

Classificado na Copa Verde e líder do grupo A1 do campeonato paraense, o pressionado Paysandu voltará a campo já nesta terça-feira (28) para enfrentar o São Francisco no Colosso do Tapajós, em Santarém, e Chamusca tratou de esbravejar novamente. 'Vamos para esse jogo com um rodízio maior dos atletas, porque temos um clássico importante para jogar no domingo. Precisamos escolher bem os atletas que vamos levar porque a logística é muito ruim. Vamos perder duas noites de sono para fazer um jogo no campeonato estadual. Mas parece que isso é normal aqui e recorrente. O Paysandu não tem culpa nenhuma. O problema é que a gente faz um planejamento e a dias do jogo recebemos uma logística totalmente errada. Só que, no final das contas, nós sempre pagaremos o pato', concluiu referindo-se à FPF (Federação Paraense de Futebol). A partida entre São Francisco e Paysandu será às 20h30 desta terça, enquanto que o Re-Pa será às 16h do domingo (26).