Paraense é finalista de prêmio nacional em artes plásticas

Éder Oliveira concorre à R$ 50 mil com artistas várias partes do Brasil.


Por: Da Redação Em 27 de março, 2017 - 09h29 - Exposições

Foto: Divulgação

Das 633 inscrições recebidas pelo Prêmio CNI Sesi Senai Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, 20 nomes foram selecionados como finalistas desta edição, entre eles o paraense Éder Oliveira. O artista ou coletivo vencedor ganha uma bolsa trabalho de R$ 50 mil. Éder Oliveira vive e trabalha em Belém. Nascido em Timboteua, região do Salgado paraense, o artista é licenciado em Educação Artística - Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará.

Pintor por ofício, desde 2004 desenvolve trabalhos relacionando retratos e identidade, tendo como objeto principal o homem amazônico. Com esse tema, participou de diversas exposições individuais e coletivas. Recebeu prêmios como Lingen Art Prize (Alemanha, 2016), Bolsa Funarte de Produção em Artes Visuais (Brasil, 2015) e 2º Grande Prêmio do Salão Arte Pará (2007).

Para o curador do Prêmio, Marcus Lontra, a lista final reflete a diversidade estética, a variedade de suportes e técnicas e, também, artistas com tempos diferentes de ação profissional, privilegiando a pesquisa, a inquietação e a criatividade que embasam a ação da arte da atualidade. Além de Marcus Lontra, também participaram do júri os críticos Cauê Alves (São Paulo), Jailton Moreira (Porto Alegre), Marcelo Campos (Rio de Janeiro), Moacir dos Anjos (Recife), além dos vencedores de edições anteriores: o curador vencedor do 5º Prêmio Marcantonio Vilaça, Divino Sobral (Goiânia) e a artista vencedora do 2º Prêmio Marcantonio Vilaça, Lucia Laguna.

Em agosto, os artistas e curadores selecionados participam de uma exposição coletiva no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo. No evento de abertura, serão conhecidos os vencedores do Prêmio. Além da premiação em dinheiro, haverá o acompanhamento dos artistas vencedores por um curador, a realização do projeto curatorial premiado e a apresentação dessas obras em uma mostra itinerante que vai percorrer quatro cidades do Brasil, a partir de dezembro de 2017.

Esta edição também dá continuidade ao Projeto Arte e Indústria, que acontece pela terceira vez paralelamente ao Prêmio e visa homenagear artistas cujos processos de criação estão relacionados à produção industrial. Depois de Abraham Palatnik e Amélia Toledo, desta vez o destaque será o escultor, gravador, ilustrador e pintor Sérvulo Esmeraldo. A mostra de seus trabalhos e de mais 10 artistas contemporâneos que dialogam com sua obra será aberta juntamente com a mostra dos 20 finalistas da 6ª edição do Prêmio, no MuBE (SP). Obras de Sérvulo Esmeraldo poderão ser vistas também na fase itinerante da exposição dos premiados.

O Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O outros finalistas são: Alice Miceli (RJ), Bruno Vilela (PE), Camila Soato (DF), Dalton Paula (GO), Daniel Lannes (RJ), Edith Derdyk (SP), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), João Angelini (DF), João Loureiro (SP), Marcelo Moscheta (SP), Mariana Manhães (RJ), Pablo Lobato (MG), Pedro Motta (MG), Rochelle Costi (SP), Rodrigo Sassi (SP), Suzana Queiroga (RJ), Thiago Martins de Mello (MA) e Tony Camargo (PR). Já os finalistas na categoria curador, serão divulgados no mês de abril.