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Portuguesa Pharol aceita reduzir sua fatia na tele

Executivo afirma que não está descartado um novo aporte na operadora


Por: O Globo Em 28 de novembro, 2016 - 21h09 - Tecnologia

O Globo / Pedro Teixeira

Rio - A Pharol, maior acionista da Oi, com 27,49% das ações com direito a voto da concessionária carioca, vai aceitar a diluição de sua participação com a entrada de um novo sócio, plano que faz parte do processo de recuperação judicial da tele. A afirmação foi feita por Luís Palha, presidente da Pharol e membro do Conselho de Administração da Oi.

Em junho, segundo fontes, a Pharol não teria aceito a diluição de suas ações no acordo extrajudicial que havia sido proposto pelo então presidente da tele, Bayard Gontijo.

Mas, Palha, da Pharol, diz que uma diluição da fatia do bloco português vai depender do valor e das condições que serão negociados. Ele confirmou ter sido procurado pelos fundos Elliot e Cerberus, conforme antecipou, nesta segunda-feira, O GLOBO.

— Não temos nada contra a diluição. Agora, isso tem de ser tratado de forma transparente e equitativa. É um processo negocial. Se alguém converte créditos em capital e se alguém entra com dinheiro novo na empresa, temos que ver qual é o valor da ação antes e depois. E, portanto, tempos que encontrar equilíbrios. Estamos sempre falando do valor da ação — disse Palha, que está no Rio para participar de reuniões na Oi.

Ele também não descarta um aporte de capital na Oi da Pharol — que tem entre seus acionistas a própria Oi e empresas portuguesas, como Novo Banco, Banco Comercial Português e Grupo Visabeira. A Pharol era a antiga controladora da Portugal Telecom (PT), empresa adquirida pela Oi. Porém, a Oi vendeu a PT após descobrir um rombo de quase € 1 bilhão devido à compra de títulos podres feitos pela antiga gestão da tele portuguesa.

— Ainda não temos um número que aceitaríamos ser diluídos. A conta não é assim. O principio é o do aceitação. Os números serão o que forem dentro dos critérios. Se isso for para o bem da empresa, nós só temos a hipótese de aceitar. Ou então, para manter a atual participação, podemos fazer um novo aporte. Isso não está excluído, mas não temos nada sendo discutido — disse Palha.