Preço do pescado volta a subir em janeiro de 2017

Depois de queda em 2016, o preço da maioria do pescado comercializado em mercados da capital voltou a subir no início deste ano


Por: Redação ORM News com informações da assessoria Em 17 de fevereiro, 2017 - 10h09 - Economia

Foto: Tarso Sarraf

Depois de fechar o ano de 2016 em queda, o preço do pescado comercializado em mercados municipais de Belém voltou a ficar mais caro neste início de ano. É o que mostra um novo balanço sobre a trajetória de preço do pescado consumido pelos paraenses, com base nas pesquisas conjuntas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA) e da Secretaria de Economia da Prefeitura de Belém (SECON/PMB).

Desde junho de 2013, um convênio de cooperação técnica firmado entre a Prefeitura de Belém e o DIEESE/PA, vem realizando pesquisas semanais sobre o pescado na capital, envolvendo coleta de preços de 38 tipos de pescado mais consumidos, além do preço do camarão regional e do caranguejo.

As pesquisas mostram que no mês passado a grande maioria do pescado apresentou elevação de preços. Em janeiro de 2017, os maiores reajustes ocorreram nos preços dos seguintes tipos de pescado: serra, com alta de 23,31%; seguido da piramutaba, com alta de 21,15%; o preço da sarda aumentou em 20,23%; seguido pelo tucunaré (20,08%); tainha (19,87%); pescada branca (19,45%); arraia (17,84%); cação (15,07%); tamuatá (13,87%); corvina (13,21%); xaréu (12,58%); pescada gó (11,88%); aracu (7,54%); dourada (7,27%); bagre (6,05%); cachorro do padre (6,05%) e da gurijuba, com alta de 5,93%.

Ainda no mesmo período, poucas espécies de pescado apresentaram recuo de preço, com destaque para a pirapema, com queda de 23,48%; seguida do acari, que caiu 21,46%; o pacu (5,25%); mapará (5,10%) e o filhote, com queda de 5,02%.

Mesmo com o aumento, o maioria do pescado apresentou queda comparado com os resultados dos últimos 12 meses (janeiro de 2016 a janeiro de 2017). No período analisado, as maiores quedas de preços foram verificados nas seguintes espécies: acari, com recuo de 39,60%; seguido do cação, com queda de 30,96%; a pirapema (17,16%); camurim (15,18%); filhote (14,45%); pescada gó (13,39%); tambaqui (11,76%); mapará (11,02%); pescada amarela (10,89%); cachorro do padre (8,50%); bagre (7,15%); dourada (4,56%); gurijuba (2,59%) e a piramutaba, com queda de 2,00%.

Nesse período de doze meses, as espécies que apresentaram aumentos nos preços foram a tainha, com alta de 16,18%; seguida da arraia, com alta de 7,57%; tamuatá (6,03%); aracu (5,75%); curimatá (5,55%); sarda (5,42%); pescada branca (5,41%); corvina (5,14%) e peixe serra, com alta de 5,00%.

A pesquisa destaca que, a exemplo de anos anteriores, as perspectivas não são boas para os consumidores paraenses até a semana santa. A tendência é de que haja novos aumentos de preço no pescado comercializado não só na Região Metropolitana de Belém, mas em todo o Pará. As explicações para estes aumentos rotineiros e abusivos são várias, mas na avaliação do Dieese, mesmo com alguns avanços o Pará  ainda carece de uma política mais ampla,  que consiga abranger toda a cadeia do pescado, da produção até a comercialização do produto.

Entre o pescador e o consumidor,  o custo da maioria do pescado comercializado no Pará mais que dobra de preço, prejudicando grande parcela da população de um estado que está entre os maiores produtores de pescado do país.