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Rainha das Rainhas completa 70 anos em 2016

Conheça um pouco da história de um dos maiores concursos de fantasia do Brasil


Por: Redação ORM News Em 07 de janeiro, 2016 - 09h29 - Rainhas

Dayanne Dourado é a atual Rainha das Rainhas e vai passar a faixa para a vencedora deste ano (Foto: ORM News)

O ano de 2016 é muito especial para a organização do concurso Rainha das Rainhas. É o ano em que o evento, considerado um dos maiores concursos de beleza e fantasia do Brasil, comemora 70 anos de criação. Por isso a grande expectativa na realização do mesmo e também muitas surpresas para o público e participantes. 

A atual Rainha das Rainhas, Dayane Dourado, da Tuna Luso Brasileira, que desfilou com a fantasia 'Abracadabra', passará a faixa para a Rainha das Rainhas de número 70, consagrando uma tradição que começou pelas mãos do jornalista Ossian Brito, em 1946, a fim de pacificar uma briga política entre a família Maranhão, proprietária do Jornal Folha do Norte, e o então governador Zacarias de Assumpção. A ideia era reunir as grandes autoridades durante o evento para que as diferenças políticas fossem superadas. 

A primeira edição do Rainhas aconteceu no ano seguinte, em 1947, organizado pelo Jornal Folha do Norte, na sede do Clube dos Aliados, quando participaram as mais jovens e belas candidatas da alta sociedade e grandes nomes da política paraense. Das quatro jovens que participaram do concurso, a eleita a Rainha das Rainhas foi Odete Chaves, do Clube dos Aliados.

Maria Lúcia Chaves, Rainha das Rainhas pela Assembleia Paraense em 1948

Em 1966, o jornalista Romulo Maiorana, que presidia o grupo Liberal, comprou o Jornal Folha do Norte e com ele a ideia do concurso. Em 1976, Romulo fundou a TV Liberal e o público pode acompanhar pela televisão o desfile.

Léa Fiúza de Melo, vencedora do concurso em 1958 pelo Bancrévea, e Marluce Silva, Rainha das Rainhas em 1974 pelo Tênis Clube

Em 1984, na 38ª edição do concurso, o Rainhas foi realizado no Iate Clube do Pará, por ter um espaço privilegiado. A novidade do concurso foi o desfile das candidatas ao som da música 'Papaia', da banda Veneno, que virou marca registrada do evento. A partir de então, cada rainha passou a ter sua própria trilha sonora também. Naquele ano, a Rainha eleita foi Marina Ramos Neves, que brilhou pelo Tênis Clube.

Em 1993, na 47ª edição do concurso, a coordenação do concurso aderiu à tecnologia e o sistema de votação dos jurados passou a ser eletrônico. Desde então, as rainhas passaram a ser julgadas em três quesitos: fantasia, beleza e desembaraço.

Sheila Chady Pinheiro, campeã em 1978 pelo Pará Clube, e Renata Ferreira, Rainha das Rainhas em 1983 pela Assembleia Paraense

No ano 2000, o concurso sofreu novas mudanças, passando a ser realizado na sede campestre da Assembleia Paraense. A Rainha eleita foi Shirley Araújo, do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Pará (COPM).

Em 2007, na 61ª edição do concurso, foram dadas aos estilistas e responsáveis pelos clubes várias orientações que viraram regras, entre elas o tamanho da fantasia - fixado em 3,4 metros de largura por 2 metros de altura e com o peso máximo de 20 quilos.

Ingrid Oliveira, do Grêmio, foi eleita a Rainha das Rainhas 2014 (Foto: Luis Melo / ORM News)

A Assembleia Paraense é o clube social de Belém que mais tem títulos do Rainha das Rainhas do Carnaval. Ao todo, o clube elegeu 14 Rainhas, seguido pelo Clube do Remo, com 13; Pará Clube, com 6; e Bancrevea e Clube de Engenharia, empatados com 5 Rainhas cada um.