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WiGig: novo padrão promete ser mais rápido que o Wi-Fi

Padrão WiGig tem área de cobertura menor e pode ser ideal para ambientes de alta densidade


Por: Techtudo Em 31 de outubro, 2016 - 09h09 - Tecnologia

Primeiros equipamentos compatíveis com o WiGig devem começar a aparecer no mercado no ano que vem (Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo)

WiGig é o termo que se refere a um novo padrão de conexão sem fio, que promete oferecer taxas de transferência altas o suficiente para que aparelhos possam ter melhor velocidade do que o wireless atual. No entanto, mais do que um padrão rápido de distribuir sinal de internet, o WiGig promete ainda ser mais eficaz ao transferir dados do que tecnologias como Bluetooth e cabos USB.

Recentemente, a WiGig Alliance, entidade que reúne empresas de tecnologia do mundo todo interessadas no amadurecimento desse padrão e na sua popularização no mercado, homologou os primeiros equipamentos compatíveis com essa nova interface.

Recentemente, a WiGig Alliance, entidade que reúne empresas de tecnologia do mundo todo interessadas no amadurecimento desse padrão e na sua popularização no mercado, homologou os primeiros equipamentos compatíveis com essa nova interface.

No momento, a WiGig Alliance está homologando os primeiros dispositivos compatíveis com o novo padrão, capazes de trocar informações a até 8 Gb/s (gigabits por segundo).

Pontos fortes

O WiGig é um nome que surgiu da fusão dos termos “wireless” (sem fio) e “gigabit”, que, por sua vez, faz referência às taxas de transferência de dados possíveis nas interfaces de rede cabeadas, compatíveis com o padrão gigabit.

Em resumo, o WiGig é um tipo de rede sem fio criada para atingir velocidades muito mais altas de transferência de dados, tornando essa interface uma opção válida para a criação de ambientes de rede Wi-Fi extremamente rápidos, assim como base para o uso em situações que exigem vasta largura de banda.

Padrão WiGig tem área de cobertura menor e pode ser ideal para ambientes de alta densidade (Foto: Divulgação/WiGig)

Exemplos são transmissão de conteúdo de áudio e vídeo em alta resolução via wireless sem o uso de cabos HDMI; ou wireless docking, em que um dispositivo móvel é vinculado via rede sem fio a uma dock station; aplicações em jogos; realidade virtual sem fios e na construção de redes de alta velocidade que envolvam o uso de celulares, roteadores e etc.

Mais do que rede de Internet

É natural associar o uso do WiGig a redes de Internet porque estamos acostumados a vincular o termo wireless com a web, mas, ainda assim, as aplicações desse tipo de tecnologia vão além.

Emaranhado de cabos ainda é um problema sério da realidade virtual e que pode ser resolvido com o WiGig (Foto: Divulgação/HTC)

Como a velocidade de transmissão de dados tem potencial de atingir os 8 Gbps nessa primeira geração de dispositivos compatíveis, é possível vislumbrar o uso do WiGig para a criação de óculos de realidade virtual que dispensam a grande quantidade de cabos envolvidos na instalação de dispositivos.

Outro uso é a transmissão de conteúdo de áudio e vídeo de alta resolução entre aparelhos. Se você tem um vídeo em 4K no computador e deseja assisti-lo na TV, a melhor maneira para fazer isso é conectar os dois dispositivos via HDMI. Com o WiGig, em tese, seria possível fazer streaming desse tipo de conteúdo do PC para a TV sem a necessidade de cabo algum.

Pontos fracos

Quem sabe como redes sem fio funcionam entende que, quanto maior a frequência, maior é a velocidade, mas menor é o alcance. Essa realidade imposta pelas leis da física também é verdadeira para as redes WiGig. Por exemplo, um roteador de 2,4 GHz não atinge as mesmas velocidades de um dual-band, que pode operar a 5 GHz, mas a área de cobertura da rede criada em 2,4 GHz é maior do que a possível no aparelho com frequência mais alta.

Na frequência de 60 GHz, essa realidade é ainda mais dramática, pois a cobertura possível de um roteador WiGig seria de apenas 10 metros, com capacidade de penetração de paredes e obstáculos físicos quase desprezível. Para uma área de cobertura grande, o usuário precisaria de uma rede de roteadores e repetidores de sinal.

Para impedir problemas de performance, os dispositivos habilitados a funcionar com o WiGig deverão ser capazes de sozinhos alternar entre padrões de operação. Assim, quando você sai da área de cobertura do WiGig, o equipamento começa a funcionar em redes sem fio mais lentas, mas com melhor sinal no local.